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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Felicidade com uma pitada de sorte - Bruna Venturinelli

É contagiante! Sim, eu sei que é! Francamente, eu espero que te contagie também! J
Pensa em uma pessoa feliz. Pensa em uma pessoa muito feliz. Agora multiplica por 10! Pronto? Ótimo, você chegou em um terço da minha felicidade nesse momento!
Ah, e sim. Ela é contagiante! ;)
Você deve estar se perguntando o porquê de tanto mimimi. Pois digo! EU TIVE UM MATCH! E neste post vou te contar um pouquinho da agonia que passei nesse último mês.

"I am a great believer in luck, and I find the harder I work, the more I have of it."
Thomas Jefferson

1 month ago...
Eu tinha acabado de sair de uma entrevista&teste em inglês e português na CI, estava ainda com um application enorme na mão para preencher. Com outros 10 documentos para conseguir. Estava ansiosa e muito, mas muito preocupada em fazer dar certo no menor tempo possível!
Bem, em duas semanas terminei meu application, fiz meu vídeo, fiz meu álbum, exame médico, fotos de passaporte, certificados, tralala. Diz a atendente da agência que foi rápido, mas para minha sede fui uma tartaruga!
Na semana seguinte meu app foi enviado à Holanda e, portanto, demoraria mais um mês e meio, pelo menos, para que o meu perfil ficasse online para as host families...
Porém como vocês sabem – se não sabem, vale a pena ler meu último post para me conhecer um pouquinho, mas bem pouquinho mesmo -, eu sou desassossegada!! Não é de mim esperar sentada, e não foi dessa vez também! Umas amigas (lindas) me falaram pelo grupo de Au Pairs no Whatsapp sobre um site para se buscar host families, o Great Au Pair. Decidi me registrar!
Era um sábado à noite, eu estava em casa com começo de gripe, com calafrios no corpo todo e uma dor de cabeça, que hmmmm...já sabe! Resolvi parar meu registro na metade e fui dormir... Quando acordo, no domingo de manhã, tem um e-mail de uma família solicitando que eu finalizasse meu perfil, pois eles haviam se interessado em mim!
Nunca me cadastrei tão rápido em um site depois disso! Haha
Enviei um e-mail para a família dizendo que havia preenchido e estava disposta a tirar qualquer dúvida, tralala...Eles responderam agendando uma entrevista! Pronto, o inferno desceu à terra! Ou será que subiu? O que quer que tenha acontecido, daquele momento em diante eu simplesmente não consegui comer mais nada até a bendita entrevista!
Fizemos duas entrevistas: uma sem e outra com as crianças! Uma little girl de 7, e um little boy de 4! Logo que começou a entrevista senti um entrosamento com a família, eles aparentemente estavam nervosos também, mas senti que haviam gostado de mim. Eles me ofereceram um pocket money maior do que a CI me ofereceu, ajuda no valor do curso também superior e a passagem de volta! Para mim estava perfeito, até porque eles moram em Amsterdam! 



Daí conheci as crianças: lindas e fofas de morrer! Nos primeiros 2 minutos estavam envergonhadas, bastou perguntar se queriam aprender a jogar futebol que não pararam mais de falar!
Eles ainda não falam inglês, só o dutch, mas eu tô aqui para ajudar e aprender com eles! ;)
No final da entrevista a host mom perguntou aos dois: “Vocês querem que a Bruna venha ficar com vocês?”. A resposta a essa pergunta foram berros de “Ja, ja, ja, ja...”. s2
Depois disso ela me “levou” para conhecer a casa, o quintal, o vizinho e a host grandma! Assim, eu pude respirar em paz novamente, e para minha surpresa – e alívio financeiro -, ela me informou que eles iriam pagar a passagem de ida e volta, não somente a de volta! Pronto, parecia bobo alegre!
Pois sorte é quando a hora certa encontra a oportunidade. É, já dizia Audrey Hepburn...



Hoje completo um mês que comecei a dar andamento no processo de Au Pair e, por uma sorte absurda, tenho um match!
Sim, isso foi atípico. Entendo que foi um momento de muita sorte e começo a me questionar o que teria acontecido se eu tivesse direcionado tantas energias positivas para o jogo da loteria...

Mas eu acredito nisso: eu pensei tão positivo, acreditei para valer e encarei como certo o match para Amsterdam que as coisas andaram nesse sentido para mim. Logo no começo do mês, instalei vários apps sobre Amsterdam e minha amiga me perguntava: E se você não for para lá? E se for para uma cidadezinha no interior?
Minha resposta sempre foi a mesma: Eu sinto que é Amsterdam, sei que é lá! É só uma questão de tempo!
Dito e feito.


Você só não pode aquilo que você não quer. Porque se tem desejo e força de vontade, nada é impossível! Mas também não vai pensar que tem algo errado com você, porque está online e não achou família, meu...não sou diferente de você, ou melhor, sim, eu sou! Mas não sou melhor, o que aconteceu comigo foi sorte e a próxima pode ser você! E aí, tá preparada para altas emoções?


Um beijo grande!

bruna.venturinelli@gmail.com

terça-feira, 16 de setembro de 2014

À Procura da Felicidade – Bruna Venturinelli

Você passa a vida toda estudando, entra em uma boa faculdade, passa no processo seletivo de grandes empresas...empresas dos sonhos! Sempre acreditou que essa a receita do bolo mais gostoso, sim, aquele que sua vó fazia para você quando pequeno, a receita da felicidade!
O engraçado é que quando senta na mesa do trabalho, com aquela pilha de papeis, pensa: que saco! Peraí! Não era para estar tudo perfeito? Era! Era? Acho que a resposta desta pergunta seria “sim”, mas sinceramente não me encaixo nela. Não tô nesse mundo enorme para passar pela vida, tô aqui para vivê-la! E hoje acho que isso não se resume a acordar de manhã para o trabalho maçante atrás de uma mesa, ir para a faculdade (onde de tudo que você aprendeu vai aplicar 20%), chegar acabada em casa e se preparar para o repeat.




No início desse ano começou o siricutico: estava agoniada em minha realidade, bateu uns 5 minutos de loucura – suficientes para comprar uma passagem pra Argentina (décime que se siente...) por poucos dias -, mas o bastante para passar um tempo sozinha, um tempo comigo, e me sentir muitíssimo bem conhecendo e observando pessoas, lugares, sotaques... Nessa ocasião descobri o significado da palavra Ecdemomania. Googla aí! ;)

Comecei a dar uma forma menos abstrata nisso quando conheci um holandês de passagem pelo Brasil, que após terminar seu MBA, fez um mochilão pela América Latina. Ele me disse que se sentia preso no seu atual trabalho e precisava daquela viagem em um lugar tão diferente da sua casa, da sua cultura. Tá aí! Me identifiquei! Me sentia presa onde estava! Desculpa pessoal, me sinto presa! (Ainda estou no Brasil). Alguns dias nos Hermanos não foram suficientes para suprir aquela necessidade da vida que me aguarda! (Ali! Sim, passando o Duty Free Shop!) Quando olhei para ele fiquei com aquela vontade de pegar a mochila e ir viajar também! Mas por quê?
Opa! Peraí! Essa não é a pergunta certa! Por que não?
É verdade! Por que não?

Não vou mentir. O holandês quando partiu, em agosto, levou consigo meu coração e uma promessa minha: tô indo logo atrás de você, viu!
Tão é verdade, que hoje, 1 meses depois, já me inscrevi em um programa de Au Pair e só estou aguardando uma família holandesa me “adotar”.

Não foi uma decisão tão fácil assim:
- Mãe, tô saindo!
- Pra onde, filha?
- Pra Holanda!
- Oi?

Próximo post falo do processo árduo até o tão esperado: Você está online!

Bom, se estivesse tudo bem aqui, eu não largaria emprego em multi nacional, segunda graduação na metade, curso do 3º idioma no meio...
Não tô falando que para ser Au Pair você tem que estar de saco cheio da sua rotina! Pera lá! Tô falando que depois de passar por tanta coisa (receitinha de vovó), acho que vou encontrar a felicidade - pelo menos por enquanto - cuidando de algumas kids! Ironia, será?

Quero encontrar o boy magia aí de cima? Quero! Mas antes quero me achar! O programa de Au Pair na Holanda me permite ficar lá com esse visto por um ano. Um ano para viajar pelo país. Um ano para viajar pelo continente. Um ano para se divertir e se estressar com as kids. Um ano para sentir saudade. Um ano para chorar muito, e para sorrir demais! Um ano para fugir da minha realidade, e para encontrar meu sonho!


Parque Keukenhof (existe mesmo, viu?)

Porque lá atrás, quando você era criança, eles te perguntavam o que você queria ser quando crescer. Não vem me dizer que você respondia que queria ser diretor de uma multi nacional, porque eu sei que é mentira! (A-há) Você até podia responder que queria ser astronauta, cantor, dançarina, etc, mas no fundo mesmo o que você queria responder era: quero ser feliz, mãe!




É o que eu quero e acho que você também! (Não é?) Ah, eu sou desassossegada demais para ficar aqui! Ficou na dúvida se é também? Dá uma olhada no texto top da Martha Medeiros, “A Raça dos Desassossegados”, vai que se encaixa...


E mesmo que não se encaixar, não se acomode! Porque se você acha que já tem uma resposta para o que quer fazer da vida, é porque você está no caminho errado. O sentido da vida é exatamente o contrário. É buscar as perguntas. É se questionar. Por que não, dar uma pausa? E enquanto isso, escolha um trabalho que gire em torno da sua vida e não o contrário.

Um beijo grande,

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