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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Comidas típicas holandesas de final de ano - Ju Silva

Olá, meninas!

Estava pensando sobre o que falar nesse post, e nada mais saboroso que falar sobre as delícias de final de ano! E para nossa alegria (ou desespero), ele é recheado de comidas típicas.
Os festejos de Sinterklaas (São Nicolau), o Natal e Ano Novo trazem delícias que atendem aos desejos mais calóricos possíveis. O frio e a monotonia do cinza podem lhe espantar, mas duvido que você não fique nem um pouco tentado a experimentar alguns desses quitutes holandeses.

Biscoitinhos de canela: pepernoten ou kruidnoten

Esses biscoitinhos tem como base o açúcar mascavo, especiarias,  farinha e manteiga. São extremamente viciantes, embora o tamanho possa enganar-nos. Ele é pequeno, mas é quase um M&Ms de Sinterklass. Impossível comer um só!


Os pepernoten são comumente confundidos com os krudnoten, que são mais durinhos. A massa é mais firme. O formato e a cor dos kruidnoten são diferentes. Esses têm formato redondo e são mais escuros. E ainda vêm na versão coberta de chocolate, um pecado!



Letras de chocolate

Segundo a tradição holandesa, a pessoa ganha a inicial do seu nome em chocolate, mas curiosamente a letra mais vendida é o M, de mamãe, moeder, mama. Existem opções de chocolate ao leite, amargo e branco. Muitas são decoradas, mas a mais tradicional é da marca Droste.


Oliebollen - bolinhos de Ano Novo

Eles lembram o bolinho de chuva brasileiro. Uma massa feita com fermento, que é frita e que leva passas. Para dar o acabamento, uma névoa de açúcar de confeiteiro. Segundo a tradição, faz parte do cardápio de ano novo. Mas durante os últimos meses do ano podem ser comprados em toda parte em trailers instalados em feiras ou praças. Muitos deles não são de boa qualidade, mas quando você pega um bem sequinho e ainda quente, é uma verdadeira perdição!



Banketstaaf - massa folhada e amêndoas 

Essa é uma delícia típica de Sinterklaas e Natal, um rolinho de massa folhada, recheado com uma pasta de amêndoas, chamada spijs. O spijs é utilizado em muitos outros doces, biscoitos e tortas típicas da Holanda. Quentinho, acompanhado de um bom café, é imbatível!



Kerststol - o pão de Natal

Uma das estrelas da mesa de Natal, o Kerstsol é um pão com passas e recheado com a pasta de amêndoas (spijs). Não deixe de experimentá-lo!



Gevulde specullas - biscoito recheado de especiarias 

Specullas é um biscoito sequinho e crocante que leva diversas especiarias. Apesar de ser encontrado durante o ano todo, ele é típico das celebrações de Sinterklaas. Eles geralmente são assados em formas com motivos tipicamente holandeses. Existe uma versão indecentemente calórica, recheado com a pasta de amêndoas. É viciante!




Existem ainda muitos outros doces e ingredientes que são usados com frequência nessa época do ano. O marzipã é um deles. Por toda parte são vistos bonequinhos de Sinterklaas e Zwarte Pieten feitos de marzipã. Sem falar nas moedas de chocolate que as crianças adoram.

Essas são as gostosuras que irão nos ajudar a enfrentar o frio nesse inverno.

Um beijo!

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Sobre sonhar sem viver - Karine Leonardo

"Sonhar um sonho sem vivê-lo de fato não é viver, senão simplesmente existir!"

Tá aí uma frase que mais me motiva a correr atrás dos meus objetivos!

Assim como todos aqui, estou em busca de viver meus sonhos, às vezes pulamos alguns obstáculos que fazem com que seu sonho tenha um sabor ainda maior de se viver.

Meu processo começou há alguns meses e a agência que me apoia nisto é a HBN, desde o primeiro momento as meninas, Nadja e Flávia, foram super amáveis comigo, passei pelo processo da documentação e exames médicos, depois vieram os Skypes, olha esses Skypes são ansiados (e para constar: foram super legais! haha) 
Logo depois vem o Skype com as agentes da HBN Netherlands, inclusive com a Emeline.

Foram conversas super legais e logo após esses bate papos fiquei online, esse é um dos primeiros momentos mais felizes, pois creio que o Match é o mais aguardado, claro!! 

Passei desde então por três Skypes, o primeiro sempre é o que você fica mais nervoso!
Depois tive dois contatos com as famílias, mas continuo aguardando minha host family e assim como todas sentem também, dá aquele friozinho na barriga, aquela vontade de já estar lá, mas acredito que as coisas acontecem em seu momento certo, então aguardemos!!



Espero muito em breve ter ótimas notícias para dar, quero poder viver essa troca de experiências, brincar com as kids, ensinar muitas coisas boas, andar de bicicleta pelas ruas da Holanda, conhecer outros lugares, fazer novas amizades!

E olhe que desde me inscrevi para ser Au Pair conheci muitas meninas com os mesmos sonhos em desbravar o mundo como eu!!


Que tenham um lindo mês e até a próxima!

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A saga de um passaporte - Ana Ghiraldelli

Boa noite, meninas!

Segunda feira, 29 de Setembro, eu finalmente fui tirar meu passaporte! 
Mas É CLARO que tinha que dar algo errado...Haha 

Para começar, agendei o passaporte em agosto, logo no comecinho. 
Na minha cidade só tinha para o dia 10/out, mas na cidade vizinha tinha para o dia seguinte. Resolvi apostar na sorte e não agendar naquele dia. Depois de um tempo, consegui para o dia 29/set.

Na hora do pagamento, meu banco não aceitava o código de barras e quando aceitou, agendou para o dia 20/set (Deus sabe como! Haha), sendo que só podia pagar até o dia 15/set. Tive que pedir dispensa do serviço e ir até a agência para resolver, porque não conseguia cancelar pelo auto atendimento...
                                       
Dias e mais dias de espera, e o tão esperado 29 de Setembro chegou. E adivinhem? 
Minha digital não lia de jeito nenhum, nem passando a cera que eles têm lá. 
Foi uns 10 minutos por dedo até conseguir fazer tudo...

No dia seguinte, fui buscar os resultados dos exames necessários para a viagem e um dos itens deu alterado. 
Isso tudo só me deixando ainda mais ansiosa.

Mas sabe o por quê de estar falando tudo isso?

Porque agora me encontro com um pézinho mais perto da Holanda!!

Agora é encaminhar os documentos, fazer as entrevistas e ~finalmente~ ficar online para a família perfeita me achar!

Por enquanto é isso meninas. Espero ter mais para contar do processo da próxima vez.

Um beijo enorme pra todas vocês!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Anime-se: Nem tudo está perdido! - Izabella de Paula

Dizem que o que vem depois é sempre melhor, e é verdade!

Olá meninas, meu post de hoje é meio que uma dose de Rivotril. Desde que comecei a minha busca por famílias, tive duas experiências de Skype e quero compartilhá-las com vocês!

Depois de muito procurar pelos sites de relacionamento entre famílias e au pairs, uma linda família com três lindas crianças de uma vila da Holanda, se interessou pelo meu perfil e me pediu o tão temido Skype. Claro que eu aceitei na hora, apesar dos calafrios, medo e insegurança com o meu inglês eu logo pensei: Vamos ver no que dá!
Tentei me preparar de várias formas, mas não deu! Primeiro eu quis engolir os livros, minha vontade era estudar tudo que eu tinha deixado de estudar a vida inteira; depois escrevi zilhões de respostas para as possíveis perguntas que eles poderiam me fazer; fiz muitas, mas muitas anotações, tantas que eu até acabei me atrapalhando na hora da entrevista . Queria muito dizer pra vocês que o Skype foi maravilhoso, de certa forma até foi, mas a minha insegurança, nervosismo e o meu inglês sofrido não me ajudaram. A família era incrível e logo de cara eu já tive contato com as crianças (lindas e simpáticas por sinal), estilo de vida legal e a tão sonhada house garden só para mim. Sorte da au pair que foi escolhida!

Duas L-O-N-G-A-S semanas depois da entrevista (sim, eu sofri muito, mas mesmo assim eu ainda tinha um pinguinho de esperança no coração) eles me enviaram uma mensagem muito carinhosa me dispensando e desejando boa sorte na busca de uma família. Uma pena logo eles terem sidos os primeiros, pois acho que se eu já tivesse feito algum Skype antes, talvez teria me sentido mais segura e até poderia ter sido a escolhida. Mas enfim, a vontades de Deus não me cabe tentar entender.

Logo depois do Skype fiz uma grande autoanálise, reconheci meus erros e no fim eu sabia exatamente o que eu deveria melhorar. Comecei a trabalhar isso desde então. As zilhões de anotações foram as primeiras coisas a cair fora, no lugar, apenas algumas perguntas que eu não poderia esquecer de fazer.

Dois dias depois da triste (mas já prevista) notícia, eis que inesperadamente surge outra família interessada em fazer Skype comigo. O convite aconteceu as pressas, sem me dar tempo nenhum para estudar nem me corroer de ansiedade, pois o Skype foi agendado logo para a manhã seguinte do dia do envio do e-mail: OH, MY GOD EU NÃO VOU CONSEGUIR!!!

Fico feliz em contar para vocês que o Skype de hoje (sim, aconteceu hoje, dia 1º, às 7h da manhã) foi bem melhor do que o primeiro, e eu tenho certeza que o próximo será ainda melhor! Consigo ver claramente a minha evolução, e é até animador.

Por isso meninas, nada de desespero (fácil falar, eu sei! Rs), mas lembrem-se que isso faz parte do processo para a realização do nosso sonho. Temos que passar por isso e não dá pra fugir, se o seu inglês não é tão bom (assim como o meu), estude, treine no espelho, tire dúvidas com as amigas, mas por favor, não se mate, a sua evolução acontecerá naturalmente.

Claro que eu estou ansiosa pela resposta da família, mas não posso esquecer que essa é apenas mais uma família das várias outras que estão em busca de uma au pair maravilhosa como eu e como você. Se essa resposta não vier de forma positiva, JURO que não vou me sentir mal, pois eu sei que a minha próxima entrevista será ainda melhor.


Mil beijos e fiquem com Deus!
Iza =)

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O valor de uma amizade - Nayara Chagas

Hey, meninas! Que saudades eu estava de escrever aqui! Ok, ok, ok...sei que sempre falamos pelo Whatsapp, Facebook ou Skype.

Bem, girls, nesses últimos dias pude observar uma coisa: como a AMIZADE é importante!

Meninas, cada uma de vocês, de alguma maneira sempre ajuda uma à outra.
Seja quando estamos com problemas ou quando estamos felizes, sabemos que podemos contar uma com a outra.

É muito bom poder compartilhar nossos sonhos, alegrias e tristezas com alguém, afinal nossa família já não nos aguentam mais! E também, quem mais vai entender as palavras au pair, match, HF, homesick? Quem mais nos aguentaria nervosas antes de um Skype ou comemora como se fosse com você mesma o match da amiga?

Meninas, queria somente agradecer pela amizade de cada uma de vocês! Muito obrigada mesmo!

Obrigada por cada conselho, cada mensagem de carinho ou até mesmo as broncas! Hihihi

E sei que todas, no ano que vem, vão estar longe das suas famílias, mas é muito bom saber que estaremos por perto umas das outras!






:)
xxxxxxx

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Felicidade com uma pitada de sorte - Bruna Venturinelli

É contagiante! Sim, eu sei que é! Francamente, eu espero que te contagie também! J
Pensa em uma pessoa feliz. Pensa em uma pessoa muito feliz. Agora multiplica por 10! Pronto? Ótimo, você chegou em um terço da minha felicidade nesse momento!
Ah, e sim. Ela é contagiante! ;)
Você deve estar se perguntando o porquê de tanto mimimi. Pois digo! EU TIVE UM MATCH! E neste post vou te contar um pouquinho da agonia que passei nesse último mês.

"I am a great believer in luck, and I find the harder I work, the more I have of it."
Thomas Jefferson

1 month ago...
Eu tinha acabado de sair de uma entrevista&teste em inglês e português na CI, estava ainda com um application enorme na mão para preencher. Com outros 10 documentos para conseguir. Estava ansiosa e muito, mas muito preocupada em fazer dar certo no menor tempo possível!
Bem, em duas semanas terminei meu application, fiz meu vídeo, fiz meu álbum, exame médico, fotos de passaporte, certificados, tralala. Diz a atendente da agência que foi rápido, mas para minha sede fui uma tartaruga!
Na semana seguinte meu app foi enviado à Holanda e, portanto, demoraria mais um mês e meio, pelo menos, para que o meu perfil ficasse online para as host families...
Porém como vocês sabem – se não sabem, vale a pena ler meu último post para me conhecer um pouquinho, mas bem pouquinho mesmo -, eu sou desassossegada!! Não é de mim esperar sentada, e não foi dessa vez também! Umas amigas (lindas) me falaram pelo grupo de Au Pairs no Whatsapp sobre um site para se buscar host families, o Great Au Pair. Decidi me registrar!
Era um sábado à noite, eu estava em casa com começo de gripe, com calafrios no corpo todo e uma dor de cabeça, que hmmmm...já sabe! Resolvi parar meu registro na metade e fui dormir... Quando acordo, no domingo de manhã, tem um e-mail de uma família solicitando que eu finalizasse meu perfil, pois eles haviam se interessado em mim!
Nunca me cadastrei tão rápido em um site depois disso! Haha
Enviei um e-mail para a família dizendo que havia preenchido e estava disposta a tirar qualquer dúvida, tralala...Eles responderam agendando uma entrevista! Pronto, o inferno desceu à terra! Ou será que subiu? O que quer que tenha acontecido, daquele momento em diante eu simplesmente não consegui comer mais nada até a bendita entrevista!
Fizemos duas entrevistas: uma sem e outra com as crianças! Uma little girl de 7, e um little boy de 4! Logo que começou a entrevista senti um entrosamento com a família, eles aparentemente estavam nervosos também, mas senti que haviam gostado de mim. Eles me ofereceram um pocket money maior do que a CI me ofereceu, ajuda no valor do curso também superior e a passagem de volta! Para mim estava perfeito, até porque eles moram em Amsterdam! 



Daí conheci as crianças: lindas e fofas de morrer! Nos primeiros 2 minutos estavam envergonhadas, bastou perguntar se queriam aprender a jogar futebol que não pararam mais de falar!
Eles ainda não falam inglês, só o dutch, mas eu tô aqui para ajudar e aprender com eles! ;)
No final da entrevista a host mom perguntou aos dois: “Vocês querem que a Bruna venha ficar com vocês?”. A resposta a essa pergunta foram berros de “Ja, ja, ja, ja...”. s2
Depois disso ela me “levou” para conhecer a casa, o quintal, o vizinho e a host grandma! Assim, eu pude respirar em paz novamente, e para minha surpresa – e alívio financeiro -, ela me informou que eles iriam pagar a passagem de ida e volta, não somente a de volta! Pronto, parecia bobo alegre!
Pois sorte é quando a hora certa encontra a oportunidade. É, já dizia Audrey Hepburn...



Hoje completo um mês que comecei a dar andamento no processo de Au Pair e, por uma sorte absurda, tenho um match!
Sim, isso foi atípico. Entendo que foi um momento de muita sorte e começo a me questionar o que teria acontecido se eu tivesse direcionado tantas energias positivas para o jogo da loteria...

Mas eu acredito nisso: eu pensei tão positivo, acreditei para valer e encarei como certo o match para Amsterdam que as coisas andaram nesse sentido para mim. Logo no começo do mês, instalei vários apps sobre Amsterdam e minha amiga me perguntava: E se você não for para lá? E se for para uma cidadezinha no interior?
Minha resposta sempre foi a mesma: Eu sinto que é Amsterdam, sei que é lá! É só uma questão de tempo!
Dito e feito.


Você só não pode aquilo que você não quer. Porque se tem desejo e força de vontade, nada é impossível! Mas também não vai pensar que tem algo errado com você, porque está online e não achou família, meu...não sou diferente de você, ou melhor, sim, eu sou! Mas não sou melhor, o que aconteceu comigo foi sorte e a próxima pode ser você! E aí, tá preparada para altas emoções?


Um beijo grande!

bruna.venturinelli@gmail.com

sábado, 20 de setembro de 2014

A saga de uma quase Au Pair - Keith Martins

Era uma vez, uma paulista de 24 anos que vivia feliz (e acomodada!) com sua família, 2 cachorros, um bom emprego concursado, um namorado bonzinho e um apartamento recém comprado com ele. A vida ia passando tranquila até que a primeira pulga atrás da orelha apareceu e o sentimento de "o que eu estou fazendo com a minha vida?" tomou conta de tudo. Essa paulista outrora insatisfeita e hoje cheia de expectativas e sonhos sou eu. Prazer, Keith Martins!

Bom, a primeira coisa que fiz em busca da felicidade e paz de espírito, foi largar meu emprego "ótimo-seguro-você é doida de largar" e investir no meu próprio negócio e no meu amor pela arte. A segunda coisa quem fez não fui eu, foi meu ex-namorado. Isso, ele terminou comigo! Sim, meu mundo caiu, me descabelei, me desesperei, mas finalmente pensei: "Ué, você não estava feliz, por que lamentar agora?". Então resolvi deixar o sofá, os potes de sorvete e o pijama de lado, e fui ser feliz.

De um dia para o outro eu planejei uma viagem sozinha para Barcelona (<3 <3 <3), comprei passagens e fiz reserva no hostel. Eu queria me divertir e conhecer a cidade que sempre foi a minha preferida (mesmo sem nunca ter ido antes), mas acima de tudo o que eu queria era me conhecer e ter a oportunidade de curtir a minha própria companhia. Eu precisava de um recomeço. Dez dias depois, lá estava eu naquela cidade encantadora conhecendo e me apaixonando por pessoas e lugares incríveis, e tendo a certeza de que o mundo é muito grande e a vida é muito curta para viver sempre no mesmo lugar.



Voltei para o Brasil, mas deixei meu coração em Barcelona. Minha ideia inicial era ser Au Pair lá, mas depois de pesquisar e perceber que seria muito difícil pelo fato de não existir visto para Au Pair na Espanha, optei em tentar na Holanda, um outro país incrível e que eu tenho muita vontade de conhecer. Além disso, a ideia de ter contato diário com duas línguas (English and Dutch) me fascina. 
Então aqui estou eu: no início do meu processo pela agência HBN. Ainda tenho muito pela frente, eu sei!
Paralelo ao processo pela agência, ontem fiz minha primeira entrevista com uma família que contatei pelo site Au Pair World. Marcamos a entrevista para às 21hs, horário da Holanda (16hs aqui no Brasil), e pontualmente a família me chamou no Skype. A host mom e o host dad eram super simpáticos e foram muito pacientes comigo. Me fizeram perguntas básicas (Por que eu gostaria de ser Au Pair, por que escolhi a Holanda, minha experiência com as kids, etc), mas sinto que o meu nervosismo me atrapalhou. Então se querem uma dica, anotem: Segurem a emoção e mantenham a calma! 


Agora passada a tensão pós-primeira família, já consigo identificar o que preciso melhorar e, com certeza, um ponto importante é me manter calma e entender que o que for para ser meu vai ser, no tempo certo. Só precisamos de confiança em nós mesmos, esforço e perseverança. 
E assim continuo a minha saga de uma quase Au Pair, batalhando por esse e por todos os meus sonhos e em busca do meu "feliz para sempre". 



terça-feira, 16 de setembro de 2014

À Procura da Felicidade – Bruna Venturinelli

Você passa a vida toda estudando, entra em uma boa faculdade, passa no processo seletivo de grandes empresas...empresas dos sonhos! Sempre acreditou que essa a receita do bolo mais gostoso, sim, aquele que sua vó fazia para você quando pequeno, a receita da felicidade!
O engraçado é que quando senta na mesa do trabalho, com aquela pilha de papeis, pensa: que saco! Peraí! Não era para estar tudo perfeito? Era! Era? Acho que a resposta desta pergunta seria “sim”, mas sinceramente não me encaixo nela. Não tô nesse mundo enorme para passar pela vida, tô aqui para vivê-la! E hoje acho que isso não se resume a acordar de manhã para o trabalho maçante atrás de uma mesa, ir para a faculdade (onde de tudo que você aprendeu vai aplicar 20%), chegar acabada em casa e se preparar para o repeat.




No início desse ano começou o siricutico: estava agoniada em minha realidade, bateu uns 5 minutos de loucura – suficientes para comprar uma passagem pra Argentina (décime que se siente...) por poucos dias -, mas o bastante para passar um tempo sozinha, um tempo comigo, e me sentir muitíssimo bem conhecendo e observando pessoas, lugares, sotaques... Nessa ocasião descobri o significado da palavra Ecdemomania. Googla aí! ;)

Comecei a dar uma forma menos abstrata nisso quando conheci um holandês de passagem pelo Brasil, que após terminar seu MBA, fez um mochilão pela América Latina. Ele me disse que se sentia preso no seu atual trabalho e precisava daquela viagem em um lugar tão diferente da sua casa, da sua cultura. Tá aí! Me identifiquei! Me sentia presa onde estava! Desculpa pessoal, me sinto presa! (Ainda estou no Brasil). Alguns dias nos Hermanos não foram suficientes para suprir aquela necessidade da vida que me aguarda! (Ali! Sim, passando o Duty Free Shop!) Quando olhei para ele fiquei com aquela vontade de pegar a mochila e ir viajar também! Mas por quê?
Opa! Peraí! Essa não é a pergunta certa! Por que não?
É verdade! Por que não?

Não vou mentir. O holandês quando partiu, em agosto, levou consigo meu coração e uma promessa minha: tô indo logo atrás de você, viu!
Tão é verdade, que hoje, 1 meses depois, já me inscrevi em um programa de Au Pair e só estou aguardando uma família holandesa me “adotar”.

Não foi uma decisão tão fácil assim:
- Mãe, tô saindo!
- Pra onde, filha?
- Pra Holanda!
- Oi?

Próximo post falo do processo árduo até o tão esperado: Você está online!

Bom, se estivesse tudo bem aqui, eu não largaria emprego em multi nacional, segunda graduação na metade, curso do 3º idioma no meio...
Não tô falando que para ser Au Pair você tem que estar de saco cheio da sua rotina! Pera lá! Tô falando que depois de passar por tanta coisa (receitinha de vovó), acho que vou encontrar a felicidade - pelo menos por enquanto - cuidando de algumas kids! Ironia, será?

Quero encontrar o boy magia aí de cima? Quero! Mas antes quero me achar! O programa de Au Pair na Holanda me permite ficar lá com esse visto por um ano. Um ano para viajar pelo país. Um ano para viajar pelo continente. Um ano para se divertir e se estressar com as kids. Um ano para sentir saudade. Um ano para chorar muito, e para sorrir demais! Um ano para fugir da minha realidade, e para encontrar meu sonho!


Parque Keukenhof (existe mesmo, viu?)

Porque lá atrás, quando você era criança, eles te perguntavam o que você queria ser quando crescer. Não vem me dizer que você respondia que queria ser diretor de uma multi nacional, porque eu sei que é mentira! (A-há) Você até podia responder que queria ser astronauta, cantor, dançarina, etc, mas no fundo mesmo o que você queria responder era: quero ser feliz, mãe!




É o que eu quero e acho que você também! (Não é?) Ah, eu sou desassossegada demais para ficar aqui! Ficou na dúvida se é também? Dá uma olhada no texto top da Martha Medeiros, “A Raça dos Desassossegados”, vai que se encaixa...


E mesmo que não se encaixar, não se acomode! Porque se você acha que já tem uma resposta para o que quer fazer da vida, é porque você está no caminho errado. O sentido da vida é exatamente o contrário. É buscar as perguntas. É se questionar. Por que não, dar uma pausa? E enquanto isso, escolha um trabalho que gire em torno da sua vida e não o contrário.

Um beijo grande,

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