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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Sonho que se sonha junto é realidade! - Ju Silva

Oi gurias, que missão difícil postar depois da Bru, hein? Rs, mas vamos tentar!

Minha fonte de inspiração pra esse post vem de uma frase de um querido pernambucano, Ariano Suassuna.


"O sonho é que leva a gente pra frente. Se a gente for seguir a razão, fica aquietado, acomodado".


Estamos aqui unidas pelo mesmo "sonho laranja". Falando especificamente sobre o meu. A princípio começou quando voltei do meu mini intercâmbio de estudo em Montreal, no Canadá (2006), passei dois meses e meio e só quando voltei soube que com 3 meses de estudo você pode passar mais 3 trabalhando. Fiquei chateada da agência não ter me orientado e a sensação de que faltou algo me deixou inquieta, desassossegada! 

Resolvi pesquisar sobre intercâmbio e encontrei o programa de Au Pair nos EUA, aquilo mexeu comigo e comecei a pensar na possibilidade de ir pra lá. Talvez eu tenha pensado demais...hahaha. Porque o tempo passou e não fui - encontros e desencontros da vida. Depois, não pensei mais sobre isto, porque já sabia que tinha passado da idade de ser Au Pair lá. Até que em 2012 vi que ainda poderia ser Au Pair em alguns países, a chama reacendeu, mas os países não me atraíram muito. Foi aí que num grupo de facebook pra turismo conheci a Isabela que me falou sobre o programa de Au Pair na Holanda, eu tinha voltado recentemente de um mochilão nas zeuropas e estava completamente doente... mas como assim? A imagem abaixo explica tudo :-)



Tive a oportunidade de ir à Amsterdam e voltei mais apaixonada pelo país laranja. Esse sonho cresceu dentro de mim a ponto de explodir, rapidamente mandei mensagens falando sobre isso para pessoas especiais ou que eram neutras no assunto, mas de confiança o bastante para que eu levasse em consideração a opinião delas. E o desafio maior - falar isso pra minha mãe. Por quê? Trabalhamos juntas, a empresa está consolidada, sou uma fonte de apoio muito forte pra ela e sei que seria muito ruim ela abrir mão do meu trabalho nesse momento, mas peraí, estou falando do meu SONHO!! Meus amigos/parentes responderam e tive 5 votos contra e 5 a favor! Hahaha, e o voto da mamys seria o mais importante. Criei coragem e falei tudo pra ela e tive apoio TOTAL. Fiquei emocionada!!! Isso me encorajou de uma forma maravilhosa. E daí comecei todo o processo pela HBN, já fiz todas as entrevistas e estou aguardando por uma família na Holanda.

É isso, garotas! Foi muito bom encontrá-las aqui e no máximo em janeiro espero que todas nós estaremos com as nossas bikes atoladas na neve. Vamos curtir a primavera em Keukenhof e ouvir Chopin no Jardin du Luxembourg em Paris, no verão vamos gravar o clip da música Happy de Pharrell Williams e comer queijo gouda com vinho do porto no outono! Hahaha

See u!

xx


terça-feira, 16 de setembro de 2014

À Procura da Felicidade – Bruna Venturinelli

Você passa a vida toda estudando, entra em uma boa faculdade, passa no processo seletivo de grandes empresas...empresas dos sonhos! Sempre acreditou que essa a receita do bolo mais gostoso, sim, aquele que sua vó fazia para você quando pequeno, a receita da felicidade!
O engraçado é que quando senta na mesa do trabalho, com aquela pilha de papeis, pensa: que saco! Peraí! Não era para estar tudo perfeito? Era! Era? Acho que a resposta desta pergunta seria “sim”, mas sinceramente não me encaixo nela. Não tô nesse mundo enorme para passar pela vida, tô aqui para vivê-la! E hoje acho que isso não se resume a acordar de manhã para o trabalho maçante atrás de uma mesa, ir para a faculdade (onde de tudo que você aprendeu vai aplicar 20%), chegar acabada em casa e se preparar para o repeat.




No início desse ano começou o siricutico: estava agoniada em minha realidade, bateu uns 5 minutos de loucura – suficientes para comprar uma passagem pra Argentina (décime que se siente...) por poucos dias -, mas o bastante para passar um tempo sozinha, um tempo comigo, e me sentir muitíssimo bem conhecendo e observando pessoas, lugares, sotaques... Nessa ocasião descobri o significado da palavra Ecdemomania. Googla aí! ;)

Comecei a dar uma forma menos abstrata nisso quando conheci um holandês de passagem pelo Brasil, que após terminar seu MBA, fez um mochilão pela América Latina. Ele me disse que se sentia preso no seu atual trabalho e precisava daquela viagem em um lugar tão diferente da sua casa, da sua cultura. Tá aí! Me identifiquei! Me sentia presa onde estava! Desculpa pessoal, me sinto presa! (Ainda estou no Brasil). Alguns dias nos Hermanos não foram suficientes para suprir aquela necessidade da vida que me aguarda! (Ali! Sim, passando o Duty Free Shop!) Quando olhei para ele fiquei com aquela vontade de pegar a mochila e ir viajar também! Mas por quê?
Opa! Peraí! Essa não é a pergunta certa! Por que não?
É verdade! Por que não?

Não vou mentir. O holandês quando partiu, em agosto, levou consigo meu coração e uma promessa minha: tô indo logo atrás de você, viu!
Tão é verdade, que hoje, 1 meses depois, já me inscrevi em um programa de Au Pair e só estou aguardando uma família holandesa me “adotar”.

Não foi uma decisão tão fácil assim:
- Mãe, tô saindo!
- Pra onde, filha?
- Pra Holanda!
- Oi?

Próximo post falo do processo árduo até o tão esperado: Você está online!

Bom, se estivesse tudo bem aqui, eu não largaria emprego em multi nacional, segunda graduação na metade, curso do 3º idioma no meio...
Não tô falando que para ser Au Pair você tem que estar de saco cheio da sua rotina! Pera lá! Tô falando que depois de passar por tanta coisa (receitinha de vovó), acho que vou encontrar a felicidade - pelo menos por enquanto - cuidando de algumas kids! Ironia, será?

Quero encontrar o boy magia aí de cima? Quero! Mas antes quero me achar! O programa de Au Pair na Holanda me permite ficar lá com esse visto por um ano. Um ano para viajar pelo país. Um ano para viajar pelo continente. Um ano para se divertir e se estressar com as kids. Um ano para sentir saudade. Um ano para chorar muito, e para sorrir demais! Um ano para fugir da minha realidade, e para encontrar meu sonho!


Parque Keukenhof (existe mesmo, viu?)

Porque lá atrás, quando você era criança, eles te perguntavam o que você queria ser quando crescer. Não vem me dizer que você respondia que queria ser diretor de uma multi nacional, porque eu sei que é mentira! (A-há) Você até podia responder que queria ser astronauta, cantor, dançarina, etc, mas no fundo mesmo o que você queria responder era: quero ser feliz, mãe!




É o que eu quero e acho que você também! (Não é?) Ah, eu sou desassossegada demais para ficar aqui! Ficou na dúvida se é também? Dá uma olhada no texto top da Martha Medeiros, “A Raça dos Desassossegados”, vai que se encaixa...


E mesmo que não se encaixar, não se acomode! Porque se você acha que já tem uma resposta para o que quer fazer da vida, é porque você está no caminho errado. O sentido da vida é exatamente o contrário. É buscar as perguntas. É se questionar. Por que não, dar uma pausa? E enquanto isso, escolha um trabalho que gire em torno da sua vida e não o contrário.

Um beijo grande,

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