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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Como fazer alguém feliz! - Ju Silva

Oi meninas, esse é um post sugestivo :-) 

Sabemos que o pocket money não é essa riqueza toda e temos uma Europa pela frente a ser explorada ! E é claro que temos que saber administrar bem nosso dinheiro. Muitas meninas não querem investir dinheiro para cuidar dos fios, então a minha dica é: DOE SEU CABELO PARA UM HOSPITAL DE CÂNCER antes de viajar. Isso mesmo, desapegue, corte um bocado, faça uma boa ação e de quebra economize com hidratação, progressiva e outros no seu ano como au pair.

Aqui em Pernambuco algumas amigas enviaram para o IMIPE que é o hospital do Estado que cuida de pacientes com câncer. Eles recebem o material e preparam a peruca. Alguns anos atrás, andando pela Rebouças (SP) vi perucas de cabelo real por R$ 700,00. Acho que é bem legal podermos fazer algo pra ajudar o próximo, algo que vai gerar um sorriso numa pessoa que está numa luta como esta e pode contribuir um pouco para dar uma elevada na auto-estima dessa pessoa. Use o tio google e pesquise a instituição mais próxima de você e faça essa boa ação antes de partir pras zeuropas! Teu cabelo vai ficar revigorado e vai crescer rapidinho, juro! hahaha

Qual o tipo de cabelo que pode ser doado?
Todos!!! São aceitos cabelos com química (tingidos, com progressivas, etc.) e também de todos os tamanhos (os mais curtos são usados para acabamentos finos, como franjas) e tipos (lisos e encaracolados). Em média, mechas a partir de 10 cm já podem ser doadas.

Como o cabelo deve ser armazenado?
Os fios devem estar unidos por uma trança ou rabo de cavalo. As mechas também devem estar secas. Somente dessa forma os cabelos poderão ser utilizados.

Quem será beneficiado com a minha doação?
Sua doação será usada na confecção de perucas que são repassadas aos pacientes em tratamento em hospitais de câncer. Nem sempre uma única doação é suficiente para produzir uma peruca, por isso são usadas mechas de vários doadores.



segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Em Busca Da Felicidade - Tamara Mayer

Olá!
O meu nome é Tamara Cristina Mayer,  atualmente professora na rede pública. Vou começar a dizer como eu comecei a sonhar. 
Antes eu queria ser musicista, pois eu amo tocar Flauta transversal na Orquestra Adnipo, fiz muitos amigos nessa época, depois entrei no curso de Letras através do Pro Uni, não muito convencida com o curso, passei por algumas dificuldades tentando aprender o inglês. Eu comecei a ter aulas particulares com um amigo muito querido, que eu conheci na igreja, ele me ajudou e foi o suficiente para que eu passasse nas matérias da faculdade. Logo depois, eu tive o prazer de conhecer uma galera bem bacana que ama viajar. Eu comecei a procurar diversos programas de intercâmbio, junto com uma amiga minha chamada Kiw, nós viajamos juntas por um bom tempo visitando praias e fazendo trilhas, os nossos acampamentos INESQUECÍVEIS, somos bem aventureiras e sempre esperávamos fazer o intercâmbio juntas desde o começo. 
Já pensamos em Nova Zelândia, Irlanda, Inglaterra, Canadá, até a Bolívia e a Argentina estavam em nossos planos, conhecer novos lugares, isso sempre foi um sonho para nós, que víamos amigos nossos viajando pelo mundo afora e postando várias fotos legais. No total já se passaram uns quatro anos, tentando ajuntar um din din, para o intercâmbio. Todas as feiras anuais que tinham, nós já estávamos atentas, foi aí que eu comecei a entender melhor como tirar visto, passaporte, roupas de frio, etc…
Nesse intervalo, eu comecei a trabalhar como professora do Estado de São Paulo, e ela entrou no ramo da Contabilidade. Meninas, juntar dinheiro vocês sabem que não é fácil, ainda mais com tanta tentação para gastar!!!
Trabalhar com crianças, jovens e adultos foi um grande desafio para mim. Hoje já fazem três anos ensinando, eu confesso que no começo eu senti muita dificuldade pois, antes as crianças eram chatinhas, mas com o passar do tempo vi que valia muito a pena viver perto delas, e me aprofundar na profissão, que ainda estou em dúvida em continuar por conta do mercado de trabalho e das condições financeiras, apesar de que pretendo sim continuar os meus estudos e quem sabe achar um emprego melhor depois de ser au pair.
Sobre as crianças que eu acompanho, foi bem depois das férias e copa do mundo que eu me dei conta de que eu amava essas crianças para as quais eu dava aula. Ainda amo ver esses rostinhos agora já crescidos…
O meu sonho de ser au pair e fazer um intercâmbio, graças á Deus, está começando a se concretizar, a começar do meu passaporte que já está chegando. Espero em Deus que tudo dê certo para todas nós meninas sonhadoras. 
Quero agradecer a oportunidade de ter compartilhado um pouquinho sobre a minha pessoa, e quem quiser me visitar, eu também possuo um blog pessoal que fala sobre viagens: http://sweetmayer.wordpress.com/ 
bjooosss

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Comidas típicas holandesas de final de ano - Ju Silva

Olá, meninas!

Estava pensando sobre o que falar nesse post, e nada mais saboroso que falar sobre as delícias de final de ano! E para nossa alegria (ou desespero), ele é recheado de comidas típicas.
Os festejos de Sinterklaas (São Nicolau), o Natal e Ano Novo trazem delícias que atendem aos desejos mais calóricos possíveis. O frio e a monotonia do cinza podem lhe espantar, mas duvido que você não fique nem um pouco tentado a experimentar alguns desses quitutes holandeses.

Biscoitinhos de canela: pepernoten ou kruidnoten

Esses biscoitinhos tem como base o açúcar mascavo, especiarias,  farinha e manteiga. São extremamente viciantes, embora o tamanho possa enganar-nos. Ele é pequeno, mas é quase um M&Ms de Sinterklass. Impossível comer um só!


Os pepernoten são comumente confundidos com os krudnoten, que são mais durinhos. A massa é mais firme. O formato e a cor dos kruidnoten são diferentes. Esses têm formato redondo e são mais escuros. E ainda vêm na versão coberta de chocolate, um pecado!



Letras de chocolate

Segundo a tradição holandesa, a pessoa ganha a inicial do seu nome em chocolate, mas curiosamente a letra mais vendida é o M, de mamãe, moeder, mama. Existem opções de chocolate ao leite, amargo e branco. Muitas são decoradas, mas a mais tradicional é da marca Droste.


Oliebollen - bolinhos de Ano Novo

Eles lembram o bolinho de chuva brasileiro. Uma massa feita com fermento, que é frita e que leva passas. Para dar o acabamento, uma névoa de açúcar de confeiteiro. Segundo a tradição, faz parte do cardápio de ano novo. Mas durante os últimos meses do ano podem ser comprados em toda parte em trailers instalados em feiras ou praças. Muitos deles não são de boa qualidade, mas quando você pega um bem sequinho e ainda quente, é uma verdadeira perdição!



Banketstaaf - massa folhada e amêndoas 

Essa é uma delícia típica de Sinterklaas e Natal, um rolinho de massa folhada, recheado com uma pasta de amêndoas, chamada spijs. O spijs é utilizado em muitos outros doces, biscoitos e tortas típicas da Holanda. Quentinho, acompanhado de um bom café, é imbatível!



Kerststol - o pão de Natal

Uma das estrelas da mesa de Natal, o Kerstsol é um pão com passas e recheado com a pasta de amêndoas (spijs). Não deixe de experimentá-lo!



Gevulde specullas - biscoito recheado de especiarias 

Specullas é um biscoito sequinho e crocante que leva diversas especiarias. Apesar de ser encontrado durante o ano todo, ele é típico das celebrações de Sinterklaas. Eles geralmente são assados em formas com motivos tipicamente holandeses. Existe uma versão indecentemente calórica, recheado com a pasta de amêndoas. É viciante!




Existem ainda muitos outros doces e ingredientes que são usados com frequência nessa época do ano. O marzipã é um deles. Por toda parte são vistos bonequinhos de Sinterklaas e Zwarte Pieten feitos de marzipã. Sem falar nas moedas de chocolate que as crianças adoram.

Essas são as gostosuras que irão nos ajudar a enfrentar o frio nesse inverno.

Um beijo!

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O valor de uma amizade - Nayara Chagas

Hey, meninas! Que saudades eu estava de escrever aqui! Ok, ok, ok...sei que sempre falamos pelo Whatsapp, Facebook ou Skype.

Bem, girls, nesses últimos dias pude observar uma coisa: como a AMIZADE é importante!

Meninas, cada uma de vocês, de alguma maneira sempre ajuda uma à outra.
Seja quando estamos com problemas ou quando estamos felizes, sabemos que podemos contar uma com a outra.

É muito bom poder compartilhar nossos sonhos, alegrias e tristezas com alguém, afinal nossa família já não nos aguentam mais! E também, quem mais vai entender as palavras au pair, match, HF, homesick? Quem mais nos aguentaria nervosas antes de um Skype ou comemora como se fosse com você mesma o match da amiga?

Meninas, queria somente agradecer pela amizade de cada uma de vocês! Muito obrigada mesmo!

Obrigada por cada conselho, cada mensagem de carinho ou até mesmo as broncas! Hihihi

E sei que todas, no ano que vem, vão estar longe das suas famílias, mas é muito bom saber que estaremos por perto umas das outras!






:)
xxxxxxx

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Felicidade com uma pitada de sorte - Bruna Venturinelli

É contagiante! Sim, eu sei que é! Francamente, eu espero que te contagie também! J
Pensa em uma pessoa feliz. Pensa em uma pessoa muito feliz. Agora multiplica por 10! Pronto? Ótimo, você chegou em um terço da minha felicidade nesse momento!
Ah, e sim. Ela é contagiante! ;)
Você deve estar se perguntando o porquê de tanto mimimi. Pois digo! EU TIVE UM MATCH! E neste post vou te contar um pouquinho da agonia que passei nesse último mês.

"I am a great believer in luck, and I find the harder I work, the more I have of it."
Thomas Jefferson

1 month ago...
Eu tinha acabado de sair de uma entrevista&teste em inglês e português na CI, estava ainda com um application enorme na mão para preencher. Com outros 10 documentos para conseguir. Estava ansiosa e muito, mas muito preocupada em fazer dar certo no menor tempo possível!
Bem, em duas semanas terminei meu application, fiz meu vídeo, fiz meu álbum, exame médico, fotos de passaporte, certificados, tralala. Diz a atendente da agência que foi rápido, mas para minha sede fui uma tartaruga!
Na semana seguinte meu app foi enviado à Holanda e, portanto, demoraria mais um mês e meio, pelo menos, para que o meu perfil ficasse online para as host families...
Porém como vocês sabem – se não sabem, vale a pena ler meu último post para me conhecer um pouquinho, mas bem pouquinho mesmo -, eu sou desassossegada!! Não é de mim esperar sentada, e não foi dessa vez também! Umas amigas (lindas) me falaram pelo grupo de Au Pairs no Whatsapp sobre um site para se buscar host families, o Great Au Pair. Decidi me registrar!
Era um sábado à noite, eu estava em casa com começo de gripe, com calafrios no corpo todo e uma dor de cabeça, que hmmmm...já sabe! Resolvi parar meu registro na metade e fui dormir... Quando acordo, no domingo de manhã, tem um e-mail de uma família solicitando que eu finalizasse meu perfil, pois eles haviam se interessado em mim!
Nunca me cadastrei tão rápido em um site depois disso! Haha
Enviei um e-mail para a família dizendo que havia preenchido e estava disposta a tirar qualquer dúvida, tralala...Eles responderam agendando uma entrevista! Pronto, o inferno desceu à terra! Ou será que subiu? O que quer que tenha acontecido, daquele momento em diante eu simplesmente não consegui comer mais nada até a bendita entrevista!
Fizemos duas entrevistas: uma sem e outra com as crianças! Uma little girl de 7, e um little boy de 4! Logo que começou a entrevista senti um entrosamento com a família, eles aparentemente estavam nervosos também, mas senti que haviam gostado de mim. Eles me ofereceram um pocket money maior do que a CI me ofereceu, ajuda no valor do curso também superior e a passagem de volta! Para mim estava perfeito, até porque eles moram em Amsterdam! 



Daí conheci as crianças: lindas e fofas de morrer! Nos primeiros 2 minutos estavam envergonhadas, bastou perguntar se queriam aprender a jogar futebol que não pararam mais de falar!
Eles ainda não falam inglês, só o dutch, mas eu tô aqui para ajudar e aprender com eles! ;)
No final da entrevista a host mom perguntou aos dois: “Vocês querem que a Bruna venha ficar com vocês?”. A resposta a essa pergunta foram berros de “Ja, ja, ja, ja...”. s2
Depois disso ela me “levou” para conhecer a casa, o quintal, o vizinho e a host grandma! Assim, eu pude respirar em paz novamente, e para minha surpresa – e alívio financeiro -, ela me informou que eles iriam pagar a passagem de ida e volta, não somente a de volta! Pronto, parecia bobo alegre!
Pois sorte é quando a hora certa encontra a oportunidade. É, já dizia Audrey Hepburn...



Hoje completo um mês que comecei a dar andamento no processo de Au Pair e, por uma sorte absurda, tenho um match!
Sim, isso foi atípico. Entendo que foi um momento de muita sorte e começo a me questionar o que teria acontecido se eu tivesse direcionado tantas energias positivas para o jogo da loteria...

Mas eu acredito nisso: eu pensei tão positivo, acreditei para valer e encarei como certo o match para Amsterdam que as coisas andaram nesse sentido para mim. Logo no começo do mês, instalei vários apps sobre Amsterdam e minha amiga me perguntava: E se você não for para lá? E se for para uma cidadezinha no interior?
Minha resposta sempre foi a mesma: Eu sinto que é Amsterdam, sei que é lá! É só uma questão de tempo!
Dito e feito.


Você só não pode aquilo que você não quer. Porque se tem desejo e força de vontade, nada é impossível! Mas também não vai pensar que tem algo errado com você, porque está online e não achou família, meu...não sou diferente de você, ou melhor, sim, eu sou! Mas não sou melhor, o que aconteceu comigo foi sorte e a próxima pode ser você! E aí, tá preparada para altas emoções?


Um beijo grande!

bruna.venturinelli@gmail.com

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Em busca de um sonho (quase) perdido! – Izabella de Paula

Não é de hoje que o meu sonho de fazer um intercâmbio persiste na minha cabeça. Por muitas vezes pensei em desistir, acreditando já ter passado da idade para ir em busca desse sonho tão ousado, mas depois de um tempo refletindo sobre isso, cheguei à conclusão de que se não aconteceu ainda é porque não era para ter acontecido naquele momento. Acho que tudo na vida tem a sua hora certa para acontecer, e dentre os milhares de motivos (estudo, trabalho, namorado, etc) que eu havia arranjado desde os meus 20 anos (estou com 28) para não ter concluído o processo do application e ter ido morar fora, eis que finalmente encontrei a verdadeira razão: Deus! Simplesmente não era a hora, nem o momento certo de acontecer e ponto. Mas será que agora é a hora? Sinceramente não sei essa resposta, prefiro deixar nas mãos Dele e ver o que acontece!
Apesar dessa ideia ter ficado adormecida dentro de mim, confesso que ela jamais saiu da minha cabeça, mas desde o começo desse ano eu andava me sentindo muito frustrada e até um pouco decepcionada comigo mesma por não ter ido ser Au Pair nos Estados Unidos. Foi quando eu descobri que ainda poderia fazer esse mesmo programa de intercâmbio na charmosa e encantadora Holanda! “Mas Holanda, Izabella?!” Ué, e por que não!? Sinceramente, estou tão tão apaixonada pela ideia de morar no país das flores que hoje em dia eu posso dizer com certeza: Mesmo que eu pudesse escolher entre vários outros lugares do mundo, a Holanda continuaria sendo a minha opção.
Certa vez uma amiga me disse: Viajar e viver longe da zona de conforto é maravilhoso! Confesso ter um certo "medo" de tudo que eu vou encontrar lá fora, mas sei também que a escolha entre ficar aqui parada e sentir esse friozinho na barriga por não saber o que estar por vir, é toda minha, e quer saber? Eu escolhi arriscar! Eu escolhi não saber o que está por vir, escolhi ficar longe da minha família por um tempo e morrer de saudades, escolhi a incerteza de um dia voltar para o Brasil e talvez ficar desempregada por um tempo, sim, eu escolhi sair da minha zona de conforto e Viver!!! E muito se engana quem acha que eu não tenho nada a perder, eu tenho sim, mas como diz o ditado: Quem não arrisca...
O processo para realizar esse sonho é longo e nem um pouco fácil, mas também não é impossível (se alguém aí souber de algum sonho que seja fácil de realizar, por favor, não deixe de me contar). Você precisa preencher diversas papeladas, passar por diversas entrevistas, a ansiedade te consome diariamente e o seu emocional fica completamente abalado. Sem falar das tão difíceis horas de experiência com crianças, mas isso nunca foi um problema pra mim, pois eu já fui professora e realmente amo crianças.
E como nada na vida é por acaso, para me incentivar ainda mais, eu ganhei de presente algumas amigas! Conheci (virtualmente) meninas que se encontram exatamente na mesma situação que eu, dividimos as mesmas angústias e alegrias, fazemos planos, sonhamos juntas, torcemos umas pelas outras e mesmo sendo algo recente, sinto que já posso chamá-las de amigas!
Tenho mil dúvidas e outras mil incertezas, mas o que eu posso afirmar com convicção é que pensar e executar todo esse processo de ser Au Pair na Holanda tem me deixado muito feliz, e se é a felicidade o que realmente importa, acho que estou indo pelo caminho certo!

Um beijo, Izabella

sábado, 20 de setembro de 2014

A saga de uma quase Au Pair - Keith Martins

Era uma vez, uma paulista de 24 anos que vivia feliz (e acomodada!) com sua família, 2 cachorros, um bom emprego concursado, um namorado bonzinho e um apartamento recém comprado com ele. A vida ia passando tranquila até que a primeira pulga atrás da orelha apareceu e o sentimento de "o que eu estou fazendo com a minha vida?" tomou conta de tudo. Essa paulista outrora insatisfeita e hoje cheia de expectativas e sonhos sou eu. Prazer, Keith Martins!

Bom, a primeira coisa que fiz em busca da felicidade e paz de espírito, foi largar meu emprego "ótimo-seguro-você é doida de largar" e investir no meu próprio negócio e no meu amor pela arte. A segunda coisa quem fez não fui eu, foi meu ex-namorado. Isso, ele terminou comigo! Sim, meu mundo caiu, me descabelei, me desesperei, mas finalmente pensei: "Ué, você não estava feliz, por que lamentar agora?". Então resolvi deixar o sofá, os potes de sorvete e o pijama de lado, e fui ser feliz.

De um dia para o outro eu planejei uma viagem sozinha para Barcelona (<3 <3 <3), comprei passagens e fiz reserva no hostel. Eu queria me divertir e conhecer a cidade que sempre foi a minha preferida (mesmo sem nunca ter ido antes), mas acima de tudo o que eu queria era me conhecer e ter a oportunidade de curtir a minha própria companhia. Eu precisava de um recomeço. Dez dias depois, lá estava eu naquela cidade encantadora conhecendo e me apaixonando por pessoas e lugares incríveis, e tendo a certeza de que o mundo é muito grande e a vida é muito curta para viver sempre no mesmo lugar.



Voltei para o Brasil, mas deixei meu coração em Barcelona. Minha ideia inicial era ser Au Pair lá, mas depois de pesquisar e perceber que seria muito difícil pelo fato de não existir visto para Au Pair na Espanha, optei em tentar na Holanda, um outro país incrível e que eu tenho muita vontade de conhecer. Além disso, a ideia de ter contato diário com duas línguas (English and Dutch) me fascina. 
Então aqui estou eu: no início do meu processo pela agência HBN. Ainda tenho muito pela frente, eu sei!
Paralelo ao processo pela agência, ontem fiz minha primeira entrevista com uma família que contatei pelo site Au Pair World. Marcamos a entrevista para às 21hs, horário da Holanda (16hs aqui no Brasil), e pontualmente a família me chamou no Skype. A host mom e o host dad eram super simpáticos e foram muito pacientes comigo. Me fizeram perguntas básicas (Por que eu gostaria de ser Au Pair, por que escolhi a Holanda, minha experiência com as kids, etc), mas sinto que o meu nervosismo me atrapalhou. Então se querem uma dica, anotem: Segurem a emoção e mantenham a calma! 


Agora passada a tensão pós-primeira família, já consigo identificar o que preciso melhorar e, com certeza, um ponto importante é me manter calma e entender que o que for para ser meu vai ser, no tempo certo. Só precisamos de confiança em nós mesmos, esforço e perseverança. 
E assim continuo a minha saga de uma quase Au Pair, batalhando por esse e por todos os meus sonhos e em busca do meu "feliz para sempre". 



quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Sonho que se sonha junto é realidade! - Ju Silva

Oi gurias, que missão difícil postar depois da Bru, hein? Rs, mas vamos tentar!

Minha fonte de inspiração pra esse post vem de uma frase de um querido pernambucano, Ariano Suassuna.


"O sonho é que leva a gente pra frente. Se a gente for seguir a razão, fica aquietado, acomodado".


Estamos aqui unidas pelo mesmo "sonho laranja". Falando especificamente sobre o meu. A princípio começou quando voltei do meu mini intercâmbio de estudo em Montreal, no Canadá (2006), passei dois meses e meio e só quando voltei soube que com 3 meses de estudo você pode passar mais 3 trabalhando. Fiquei chateada da agência não ter me orientado e a sensação de que faltou algo me deixou inquieta, desassossegada! 

Resolvi pesquisar sobre intercâmbio e encontrei o programa de Au Pair nos EUA, aquilo mexeu comigo e comecei a pensar na possibilidade de ir pra lá. Talvez eu tenha pensado demais...hahaha. Porque o tempo passou e não fui - encontros e desencontros da vida. Depois, não pensei mais sobre isto, porque já sabia que tinha passado da idade de ser Au Pair lá. Até que em 2012 vi que ainda poderia ser Au Pair em alguns países, a chama reacendeu, mas os países não me atraíram muito. Foi aí que num grupo de facebook pra turismo conheci a Isabela que me falou sobre o programa de Au Pair na Holanda, eu tinha voltado recentemente de um mochilão nas zeuropas e estava completamente doente... mas como assim? A imagem abaixo explica tudo :-)



Tive a oportunidade de ir à Amsterdam e voltei mais apaixonada pelo país laranja. Esse sonho cresceu dentro de mim a ponto de explodir, rapidamente mandei mensagens falando sobre isso para pessoas especiais ou que eram neutras no assunto, mas de confiança o bastante para que eu levasse em consideração a opinião delas. E o desafio maior - falar isso pra minha mãe. Por quê? Trabalhamos juntas, a empresa está consolidada, sou uma fonte de apoio muito forte pra ela e sei que seria muito ruim ela abrir mão do meu trabalho nesse momento, mas peraí, estou falando do meu SONHO!! Meus amigos/parentes responderam e tive 5 votos contra e 5 a favor! Hahaha, e o voto da mamys seria o mais importante. Criei coragem e falei tudo pra ela e tive apoio TOTAL. Fiquei emocionada!!! Isso me encorajou de uma forma maravilhosa. E daí comecei todo o processo pela HBN, já fiz todas as entrevistas e estou aguardando por uma família na Holanda.

É isso, garotas! Foi muito bom encontrá-las aqui e no máximo em janeiro espero que todas nós estaremos com as nossas bikes atoladas na neve. Vamos curtir a primavera em Keukenhof e ouvir Chopin no Jardin du Luxembourg em Paris, no verão vamos gravar o clip da música Happy de Pharrell Williams e comer queijo gouda com vinho do porto no outono! Hahaha

See u!

xx


terça-feira, 16 de setembro de 2014

À Procura da Felicidade – Bruna Venturinelli

Você passa a vida toda estudando, entra em uma boa faculdade, passa no processo seletivo de grandes empresas...empresas dos sonhos! Sempre acreditou que essa a receita do bolo mais gostoso, sim, aquele que sua vó fazia para você quando pequeno, a receita da felicidade!
O engraçado é que quando senta na mesa do trabalho, com aquela pilha de papeis, pensa: que saco! Peraí! Não era para estar tudo perfeito? Era! Era? Acho que a resposta desta pergunta seria “sim”, mas sinceramente não me encaixo nela. Não tô nesse mundo enorme para passar pela vida, tô aqui para vivê-la! E hoje acho que isso não se resume a acordar de manhã para o trabalho maçante atrás de uma mesa, ir para a faculdade (onde de tudo que você aprendeu vai aplicar 20%), chegar acabada em casa e se preparar para o repeat.




No início desse ano começou o siricutico: estava agoniada em minha realidade, bateu uns 5 minutos de loucura – suficientes para comprar uma passagem pra Argentina (décime que se siente...) por poucos dias -, mas o bastante para passar um tempo sozinha, um tempo comigo, e me sentir muitíssimo bem conhecendo e observando pessoas, lugares, sotaques... Nessa ocasião descobri o significado da palavra Ecdemomania. Googla aí! ;)

Comecei a dar uma forma menos abstrata nisso quando conheci um holandês de passagem pelo Brasil, que após terminar seu MBA, fez um mochilão pela América Latina. Ele me disse que se sentia preso no seu atual trabalho e precisava daquela viagem em um lugar tão diferente da sua casa, da sua cultura. Tá aí! Me identifiquei! Me sentia presa onde estava! Desculpa pessoal, me sinto presa! (Ainda estou no Brasil). Alguns dias nos Hermanos não foram suficientes para suprir aquela necessidade da vida que me aguarda! (Ali! Sim, passando o Duty Free Shop!) Quando olhei para ele fiquei com aquela vontade de pegar a mochila e ir viajar também! Mas por quê?
Opa! Peraí! Essa não é a pergunta certa! Por que não?
É verdade! Por que não?

Não vou mentir. O holandês quando partiu, em agosto, levou consigo meu coração e uma promessa minha: tô indo logo atrás de você, viu!
Tão é verdade, que hoje, 1 meses depois, já me inscrevi em um programa de Au Pair e só estou aguardando uma família holandesa me “adotar”.

Não foi uma decisão tão fácil assim:
- Mãe, tô saindo!
- Pra onde, filha?
- Pra Holanda!
- Oi?

Próximo post falo do processo árduo até o tão esperado: Você está online!

Bom, se estivesse tudo bem aqui, eu não largaria emprego em multi nacional, segunda graduação na metade, curso do 3º idioma no meio...
Não tô falando que para ser Au Pair você tem que estar de saco cheio da sua rotina! Pera lá! Tô falando que depois de passar por tanta coisa (receitinha de vovó), acho que vou encontrar a felicidade - pelo menos por enquanto - cuidando de algumas kids! Ironia, será?

Quero encontrar o boy magia aí de cima? Quero! Mas antes quero me achar! O programa de Au Pair na Holanda me permite ficar lá com esse visto por um ano. Um ano para viajar pelo país. Um ano para viajar pelo continente. Um ano para se divertir e se estressar com as kids. Um ano para sentir saudade. Um ano para chorar muito, e para sorrir demais! Um ano para fugir da minha realidade, e para encontrar meu sonho!


Parque Keukenhof (existe mesmo, viu?)

Porque lá atrás, quando você era criança, eles te perguntavam o que você queria ser quando crescer. Não vem me dizer que você respondia que queria ser diretor de uma multi nacional, porque eu sei que é mentira! (A-há) Você até podia responder que queria ser astronauta, cantor, dançarina, etc, mas no fundo mesmo o que você queria responder era: quero ser feliz, mãe!




É o que eu quero e acho que você também! (Não é?) Ah, eu sou desassossegada demais para ficar aqui! Ficou na dúvida se é também? Dá uma olhada no texto top da Martha Medeiros, “A Raça dos Desassossegados”, vai que se encaixa...


E mesmo que não se encaixar, não se acomode! Porque se você acha que já tem uma resposta para o que quer fazer da vida, é porque você está no caminho errado. O sentido da vida é exatamente o contrário. É buscar as perguntas. É se questionar. Por que não, dar uma pausa? E enquanto isso, escolha um trabalho que gire em torno da sua vida e não o contrário.

Um beijo grande,

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